(Resenha) Diários do Vampiro–Reunião Sombria

*********************** ALERTA DE SPOILER *****************************
A resenha contém informações sobre o enredo qualquer um que não tenha lido os três primeiros volumes da série.

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Após a morte de Elena, os irmãos Damon e Stephan deixaram Fell’s Church e, quando todos imaginavam que todos os casos sombrios que assombravam os habitantes da pequena cidade tivessem terminado, uma força antiga se manifesta.

Utilizado seus poderes paranormais e um ritual antigo, Bonnie convocou Stephan e Damon para ajudar a combater esse mal.

É uma história melhor do que A Fúria. Mesmo que os eventos não sejam muito bem explicados, é um livro com muito sobrenatural. Tem também aquela combinação de sucesso vampiro x lobisomens x adolescentes.

comentei anteriormente sobre as semelhanças entre a história de L.J. Smith e Crepúsculo de Stephanie Meyer. Em Reunião Sombria essas semelhanças voltam a se acentuar e novamente se percebe o talento de Smith como escritora contra o talento de Meyer na criação dos personagens.

Reunião Sombria é uma história relamente boa. Curta. Precisa. E com muito sobrenatural. Tanto que fica até difícil de “engolir” algumas coisas mas, hey, é ficção então vale tudo.

Ficha Técnica:
Título: Diários do Vampiro – Reunião Sombria
Título Original: Dark reunion
Autor: L.J. Smith
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Record / Galera
Ano: 2012

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(Resenha) Diários de Vampiro - A Fúria

(Resenha) Diários do Vampiro–A Fúria

***************** ALERTA DE SPOILER **********************
A resenha contém informações sobre o enredo qualquer um que não tenha lido os dois primeiros volumes da série.

Diários do vampiro - A fúria

Neste volume, o leitor ficará sabendo como foi a transformação de Elena em vampiro. Quais foram as consequências dessa transformação e como ficou a “vida” da vampira Elena.

Ao mesmo tempo em que Elena se acostuma com suas novas sensações e poderes, e a nova fome por sangue humano, um Poder invisível começa a agir sobre a cidade.

Neste volume, os conflitos resultantes do trio amoroso constituído por Stephan, Damon e Elena são bastante evidenciados. A boa notícia é que Elena faz sua escolha, afinal, e ajuda a selar um pacto de paz entre os dois irmãos.

Os poderes paranormais de Bonnie são muito melhor explorados neste volume. A história é boa, no geral, sem nada excepcional mas dá uma boa distração.

Recomendado para quem gosta de uma leitura recreativa de fácil entendimento e também pra quem é ligado em rituais de magia e lendas em geral. 

Ficha Técnica:
Título: Diários do Vampiro – A Fúria
Título original: The Fury
Autor: J.L. Smith
Tradução: Ryta Vinagre
Editora: Galera/Record
Ano: 2012

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(Resenha) O Reverso do Destino

O Reverso do Destino é um suspense policial cheio de reviravoltas e de surpresas. Em seu segundo livro, Fernanda Borges definitivamente mostra que é uma escritora de talento e que ainda tem muito a oferecer.

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O LeVo teve o prazer de ler, em primeira mão (ou pelo menos na mesma remessa que a primeira mão), o novo romance de Fernanda Borges: O Reverso do Destino.

O livro conta a história de Laura, uma mulher bonita que, em parceria com o namorado Leonardo, resolve conseguir emprego na casa de uma família rica – os Lutz - com o propósito de fazer um roubo.

Não demora muito pra ela perceber que aquele roubo não vai ser tão fácil de ser feito e que tem alguma coisa muito errada com aquela família.

Em poucos capítulos, Fernanda Borges nos apresenta uma história com tráfico de mulheres, assassinato, sequestro, uma diversidade cultural e religiosa deliciosas e muita, muita, muita ação.

Eu digo “em poucos capítulos” porque a escritora atira tudo isso pra cima da gente muito rápido, sem preliminares.

E é ÓTIMO.

É ótimo porque deixa as ideias do leitor fervilhando pensando em o que mais será que pode acontecer nessa história ainda; e, é ótimo porque, realmente, ela consegue fazer acontecer muito mais coisas no desenrolar da história.

A gente aqui do blogue leu uma versão em PDF, por isso eu não sei dizer quantas páginas terá o livro mas posso dizer que li as 400 páginas do PDF num fôlego só. E essa é a melhor medida que se pode ter sobre a qualidade de uma história.

Daí, na hora de fazer a resenha, eu travei. A história tem tanta ação que fica difícil contar qualquer coisa sem que seja um grande spoiler. A cada novo capítulo há uma nova supresa pra deixar o leitor tipo assim: EmoticonSurpresa

Então, é bem assim que vou resenhar O Reverso do Destino. Sem palavras. Porque elas me faltaram.

Betti lendo O Reverso do Destino

EmoticonWowEmoticonAssustadoEmoticonLágrimasdeAlegriaEmoticonMeuDeusEmoticonWhatEmoticonRaivoso

 

O que o livro tem de bom

  • Mais uma vez, Fernanda Borges mostra como é boa na construção dos diálogos. As conversas entre os personagens são delíciosas de se ler.
  • Quem leu Orgasmos Fatais poderá reencontrar o inspetor Douglas, o delegado Mauro e mais algumas surpresinhas durante a leitura de O Reverso do Destino.
  • Muita, muita, muita ação.
  • Notas de rodapé para não deixar o leitor boiando, principalmente com relação às gírias e termos técnicos.

O Reverso do Destino X Orgasmos Fatais

O bacana dos livros policias é o mesmo que dos filmes de ação: você já viu todos mas nunca se cansa deles.

Daí o nobre leitor deste blogue pergunta: “Mas então, Betti, Orgamos Fatais e o Reverso têm histórias parecidas?”

De jeito nenhum. São enredos totalmente diferentes mas ambos têm a polícia atrás do bandido como em qualquer romance policial que valha ser chamado assim.

A escritora aprimorou o estilo de narrativa que essa blogueira aqui criticou anteriormente dizendo que se parecia com um B.O. gigantesco. A prosa está muito mais fluida, mais coloquial, nesse romance. Em alguns trechos ainda se vê bastante do juridiquês que marcou Orgasmos Fatais mas, no geral, tá muito mais fácil de ler.

Dica do LeVo e da autora Fernanda Borges

Se você pretende ler Orgamos Fatais, o faça antes de ler o Reverso do Destino.

A trama de O Reverso traz um spoiler gigantesco do desfecho da trama de Orgasmos Fatais.

O Reverso do Destino ainda não tem data prevista para lançamento mas, os interessados poderão saber quando estará a venda pelo perfil no Facebook da autora e também aqui pelo LeVo.

Ficha Técnica:
Título:
O Reverso do Destino
Autor: Fernanda Borges
Editora: Biblioteca 24Horas
Ano: 2013

Leia também: (Resenha) Orgasmos Fatais

(Resenha) Morte Súbita

O que você faz quando não tem ninguém te olhando? Todo mundo tem um segredo, um preconceito, uma ponta de hipocrisia presa na alma. Qual é o seu?

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Na pequena Pagford, em certo domingo à tarde, Barry Fairbrother está ocupado demais com seu trabalho para lembrar do aniversário de casamento; de conversar com sua esposa; ou mesmo pra prestar atenção àquela persistente dor de cabeça que o tem incomodado há mais de um dia.

Barry não passou daquele domingo. Teve aneurisma e morreu subitamente, no estacionamento do clube onde tinha levado sua esposa Mary para jantar.

A partir da morte repentina de Barry Fairbrother, e do impacto que isso teve sobre os habitantes de Pagford, começa-se a contar a história do dia a dia na pequena cidade.

O que esperar de Morte Súbita:

Morte Súbita não é aquele tipo de história que tem um personagem principal e que terá um final feliz. De fato, Morte Súbita nem mesmo tem um final propriamente dito.

O livro foi feito como um diário de uma cidade pequena e conta não uma, mas muitas histórias sobre seus habitantes. Foi delicioso ver uma gama tão diversificada de personalidades, de manias, de doenças, e de psicoses passeando pelas páginas de uma mesma publicação.

Sem fazer qualquer tipo de julgamento e com uma pitadinha de humor muito negro, a autora apresenta seus personagens ao leitor de dentro pra fora explicando primeiro o que se passa em suas cabeças e, depois, como eles realmente agem no convívio social uns com os outros.

Em Pagford o leitor poderá conhecer o casal de meia idade cuja mulher está entediada com sua vida; a mãe solteira que abandonou emprego e saiu no mundo atrás de um grande amor; o solteirão convicto que está sempre idealizando uma parceira ou uma vida mas no fundo não sabe o que quer; a periguete que pega todo mundo; o chefe de família violento que espanca mulher e filhos; o bad boy; o nerd; a patricinha… E, de todos eles, há uma história pra contar. Dentro da cabeça de cada um deles J.K. permite ao leitor entrar e explorar suas vaidades, seus segredos, seus medos, sua moral, suas epifanias, suas vontades e seu desespero.

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Dicas do LeVo

  • Esqueça que J.K. Rowling é a autora de Harry Potter. Faça de conta que é um outro escritor qualquer e comece sua leitura de mente aberta.
  • Não compre o livro para o seu filho de 12 anos. De novo: não é Harry Potter. Trata-se de uma publicação para adultos e contém palavrões e cenas de violência, sexo e abuso de drogas.
  • A história tem muitos personagens, muitos mesmo, alguns até com os nomes bem parecidos e, por isso, o começo da leitura pode confundir um pouco o leitor. A dica é: comece a leitura em um lugar tranquilo. Vai levar apenas umas poucas páginas para se familiarizar com os diferentes nomes e famílias.

 

Meu segredinho

Durante a leitura me envolvi tanto com determinados personagens que quase pude sentir dentro de mim seu desespero. Tanto que, ao final do livro, quando percebi que não haveria nenhum evento cármico que gerasse uma grande transformação na vida deles, apenas a vida que segue dia após dia, eu chorei. Chorei convulsivamente e lamentei por aquelas vidas que nem mesmo existem.

Moral da história: o livro o bom demais.

 

Ficha Técnica:
Título: Morte Súbita
Título Original: The casual vacancy
Autor: J.K. Rowling
Tradução: Izabel Aleixo; Maria Helena Rouanet
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2012

Votação para Codex de Ouro 2013 começou

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O Ponto do Autor abriu votação para a categoria Vox Populi da II Edição do Codex de Ouro. Os leitores poderão escolher autor e título.

Pode-se votar apenas uma vez por e-mail mas, pra quem clicar no lugar errado e quiser votar de novo o site substitui o voto enviado anteriormente por outro.

A votação vai de 15/11/2013 até 06/12/2013.

Corre lá e vota no seu autor favorito ou naquele livro que você amou ler, clicando aqui ou no selo da Edição 2013 lá em cima.

(Resenha) O Palácio da Meia–Noite

Dois gêmeos separados logo após o nascimento. Cada um ficou com a metade de um medalhão para que pudessem se reencontrar no futuro. História batida? Dramalhão mexicano? Sob o fraseado habilidoso de Zafón é uma fábula fantástica cheia de suspense, terror e, é claro, loucura.

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A gente aqui do LeVo já é fã declarado, de carteirinha e com testemunho juramentado no dedinho de Carlos Ruiz Zafón. O autor é meio que o nosso chocolate: até quando é ruim, é bom.  Por isso, se você leitor deste blog procura uma resenha imparcial, abandone este texto agora.

O Palácio da Meia-Noite é uma aventura maravilhosa que conta a história de Been e Sheere, dois gêmeos separados logo depois do nascimento para que não fossem perseguidos pelo assassino de seus pais.

Ben foi criado em um orfanato, onde teve alguns amigos e fez parte de um grupo formado por ele e outros seis órfãos chamado Chowbar Society. De acordo com o “estatuto” do grupo, o problema de um era o problema de todos, assim cada um tinha a obrigação de cuidar e de proteger todos os outros. A Chowbar Society se reunia em um casarão em ruinas carinhosamente apelidado de Palácio da Meia-Noite.

Sheere ficou com a avó que, para fugir do perseguidor de seus netos, a levou a viajar pelo mundo todo sem ter oportunidade de fazer amigos ou mesmo de ter uma moradia em que se fixar. Sheere teve uma vida de medo, apenas intuindo que fugia de alguma coisa, sem que – entretanto – sua avó tenha lhe contado a verdade algum dia.

No dia em que completaram 16 anos (a maioridade na Índia) os dois gêmeos tiveram conhecimento da existência um do outro bem como do fato de que suas almas estavam condenadas a pertencer a outra pessoa.

A história toda se passa em Calcutá e começa em 1916 com um homem correndo no meio da noite, pelas ruas de Calcutá, tentando se esconder do inimigo invisível e carregando consigo os gêmeos Ben e Sheere a fim de salvar suas vidas.

Qualquer um que leia as primeiras páginas do relato automaticamente é transportado para o cenário, como se visse tudo acontecendo em uma tela grande, como no cinema. O texto é tão perfeito que se consegue imaginar o barulho que os pés fazem ao bater no chão lamacento e a respiração ofegante do homem que carrega os bebês.

Trilogia da Névoa

O Palácio da Meia-Noite, é parte da chamada Trilogia da Névoa, junto com Marina e O Prisioneiro do Céu. Os livros não têm relação entre si, são histórias diferentes mas têm em comum o fato de serem dirigidas a um público mais juvenil e foram escritos no início da carreira de Zafón, como ele mesmo esclarece no começo da publicação.

O estilo Zafón

Como já foi dito, O Palácio da Meia-Noite, foi escrito por Zafón no início de sua carreira, quando ainda não tinha tanta habilidade. Agora, com a fama, resolveu republicar seus primeiros escritos.

Temos que admitir que O Palácio não tem a mesma fluidez e não provoca a mesma paixão que A Sombra do Vento, ainda assim já se percebe ali o talento e todos os elementos característicos que o tornariam um autor famoso: a fantasia ou o sobrenatural; a amizade profunda e verdadeira que os personagens conseguem nutrir um pelo outro; e, a loucura.

É absurdamente fascinante o modo como os distúrbios mentais humanos conseguem ser retratados nos livros de Zafón. É o principal elemento de suas histórias.

No começo, imaginei que a loucura de seus personagens viesse do sobrenatural com que eram obrigados a conviver mas, de fato, o sobrenatural não passa de delírio da mente perturbada dos entes que habitam esses mundos criados por Zafón. Assim, não é a loucura consequência do sobrenatural mas sim, o sobrenatural consequência da loucura.

Ficha Técnica:
Título: O Palácio da Meia-Noite
Título Original: El Palacio de la Medianoche
Tradução: Eliana Aguiar
Editora: Objetiva / Suma de Letras
Ano: 2013